Direito de crer

Seu espaço para refletir sobre liberdade religiosa, crença, tolerância e cultura da paz
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No dia 21 de abril, meu aniversário, saímos em família para comprar meu presente. Eu já sabia que ganharia um tablet, mas a surpresa maior viria de uma pergunta do meu filho de apenas quatro anos.

 

Ele me perguntou o que era liberdade. Fiquei desconcertada, sem saber como responder. Optei então por algo simples, mais infantil: “Filho, significa estar livre para fazer o que quiser”, disse abrindo os braços como asas prontas para voar. Mas ele insistiu: “Mamãe, não estou falando dessa liberdade, mas da liberdade que você trabalha”.

 

Com a dificuldade aumentada, procurei a melhor resposta, não a mais completa, mas a mais adequada: “Filho, é estar livre para ir à igreja”. Perceber que de alguma maneira meu filho tão pequeno se interessava pela causa mais importante da minha vida, foi o melhor presente de aniversário.

 

A reflexão que faço é que se a liberdade religiosa pode chamar a atenção de uma criança, quanto mais deveria receber a atenção de jovens, profissionais, do poder publico e das instituições públicas e privadas. Afinal, liberdade religiosa é direito fundamental e tem tudo a ver com a dignidade humana.

 

Ela está garantida constitucionalmente (Art. 5º, VI e VIII) a todos os brasileiros e estrangeiros que vivem no Brasil. É o direito de escolher, professar, divulgar e organizar uma religião. Os que abraçam uma crença ou mesmo os que rejeitam todas são igualmente protegidos por esse direito.

 

É fato que ofender o sentimento religioso de alguém pode significar uma violência mais grave que a própria agressão física. Portanto, essa causa merece proteção, respeito, vigilância e cooperação. Essa coluna é um espaço para isso. Não espero ver soluções imediatas, mas lançar sementes que possam frutificar em tolerância, respeito, fraternidade e justiça. 

Autor: Damaris Moura - Publicado em: 10/05/2013 - Fonte: