Liberdade e lucro

O respeito ao direito de crença é vantajoso para o mundo corporativo
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A Constituição Federal Brasileira garante a liberdade religiosa para todos em seus incisos VI, VII e VIII do artigo 5º, no qual se encontram todas as garantias e direitos fundamentais da pessoa humana. No inciso VIII do referido artigo, por exemplo, está uma disposição legal claríssima que preceitua que “ninguém” poderá ser privado de direitos em razão de sua crença religiosa.

Pois bem. No artigo seguinte (6º) estão descritos todos os direitos sociais dos cidadãos, entre eles, o direito ao trabalho. Ora, não poderá ser outra a conclusão extraída destes textos legais senão a de que assim como o trabalho é um direito fundamental, nenhum cidadão poderá ser privado de acesso a ele em razão da sua crença religiosa.

No entanto, o que se vê na prática é o contrário do que garante a lei. Quantas pessoas estão sendo expostas, constrangidas, zombadas, discriminadas e até demitidas de seu trabalho por causa de sua profissão de fé? Não podemos deixar de mencionar que a religiosidade é formada por infinitas variáveis. Por isso, ela é expressa por diferentes hábitos alimentares, de vestuário, cúlticos e dias de guarda.

A boa notícia, segundo um estudo do sociólogo norte-americano Brian Grim, é que a liberdade religiosa é favorável para os negócios. Isso porque empresas, comércios e serviços públicos que fazem adequações para acomodar um religioso em seu ambiente de trabalho, criam um clima corporativo de respeito.

A equação é muito simples. Um funcionário feliz e prestigiado é o mais forte candidato a um trabalho desprendido e comprometido com a empresa, o que favorece a lucratividade, o maior objetivo de todas as empresas. De acordo com Grim, além de motivar o funcionário, essa postura demonstra que a corporação leva a sério seu papel social de respeitar a dignidade humana.

Autor: Damaris Moura - Publicado em: 11/06/2014 - Fonte: