Ambientalista por profissão – parte 1

O que faz o engenheiro florestal?
© NEILRAS/Fotolia

Para quem está se preparando para o vestibular, mas ainda indeciso com sua vocação profissional, os próximos textos desta coluna podem ajudar os que são inclinados a fazer da causa ambiental seu ganha-pão.

Neste texto e a partir dele vou começar a descrever carreiras acadêmicas e profissionais que estão diretamente ligadas ao cuidado com o meio ambiente. Mas destaco de antemão que todas as profissões, em maior ou menor grau, têm relação com os recursos naturais e a sustentabilidade. Afinal, moramos todos na mesma casa.

Alguns escolhem ser ambientalistas por paixão, porque amam a natureza, enquanto outros optam pelo caminho da especialização profissional. Costumo dizer que buscar essa qualificação técnica é importante porque, dessa maneira a causa pode ser defendida com mais propriedade, sem se limitar à motivação emocional.

Decidi começar a descrever minha carreira: Engenharia Florestal. O curso foi criado em 1960, na atual Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, e os graduandos concluíram o curso na atual Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

Apesar de essa graduação ter mais de 50 anos no Brasil, a Engenharia Florestal ainda é quase desconhecida e muito confundida com a Engenharia Ambiental, tema de um futuro post. Essa falta de informação leva a um equívoco que é comum: imaginar que os bacharéis de Engenharia Florestal vão trabalhar como guardas florestais (lembra-se do guarda Smith, do desenho do Zé Colmeia?).

Atualmente, cerca de 60 universidades, entre particulares e públicas (a maioria federais), oferecem o curso de Engenharia Florestal. Essa formação dura em média cinco anos e é bastante diversificada. A graduação contempla ciências básicas de Zoologia, Botânica, Matemática, Física, Química e as disciplinas profissionalizantes, que permitem aos bacharéis atuarem em algumas grandes áreas: Ciências Ambientais, Silvicultura, Manejo Florestal, Economia e Administração de Empresas Florestais e Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais. Como os demais engenheiros, ao fim do curso, os formados devem se registrar no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para receberem a habilitação legal ao exercício da profissão.

Para os interessados em sustentabilidade, um dos enfoques desta coluna, a Engenharia Florestal, é uma excelente opção de carreira, porque o graduado adquire sólidos conhecimentos na área de Ciências Ambientais, que envolve a Ecologia, o Manejo e Conservação de Recursos Naturais (flora e fauna), Hidrologia, Estudos de Impactos Ambientais, Recuperação de Áreas Degradadas, Gerenciamento de Unidades de Conservação (parques e reservas, por exemplo), entre outras áreas correlatas.

Para mais informações sobre a profissão, entre em contato pelo blog e/ou acesse os sites da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais e da Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal.

Autor: Djeison Batista - Publicado em: 10/04/2014 - Fonte: