Educação ambiental: um direito de todos

O aprendizado formal sobre a sustentabilidade pode mudar os hábitos de consumo das famílias
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Ambientalista. O que você pensa quando ouve ou lê essa palavra nos meios de comunicação? Eu penso sempre em pessoas engajadas com as causas do meio ambiente, tais como ativistas do Greenpeace, WWF e demais organizações não governamentais. Mas, por que não pensar também em atores individuais e não associados a nenhuma dessas entidades, como eu e você?
 
Fico chateado com alguns comentários, muitas vezes pejorativos, sobre pessoas engajadas nessas causas. Tais pessoas são rotuladas como “ecochatos”, “ecobobos”, e outras alcunhas nada agradáveis. Alguns são vistos como “bichos-grilo”, fanáticos ou, como pessoas que “não têm mais o que fazer”. Acredito que muitas dessas opiniões tomam como base os atos radicais e isolados realizados por alguns integrantes de grupos de defesa ambiental que ganharam destaque na mídia. Contudo, cabe a você filtrar o que é veiculado e conhecer melhor os projetos e propostas desses grupos.
 
Nessa “onda” ambientalista, temos ouvido muito sobre educação ambiental. Há alguns anos, houve um debate sobre a necessidade da inclusão dessa área do conhecimento como disciplina obrigatória nas escolas. Contudo, a proposta não vingou, e o que ficou decidido é que todas as disciplinas devem, sempre que possível, abordar temas relacionados com o meio ambiente, a tão famosa interdisciplinaridade. Eu, particularmente, fico com a segunda alternativa.
 
Por ser o meio ambiente a nossa casa, nada mais natural (e justo) que todos os habitantes do planeta aprendam a viver aqui de forma sustentável e de baixo impacto, não é mesmo? Infelizmente, não é isso o que se vê, talvez, porque precisamos popularizar a famosa educação ambiental. Mas, onde aprendê-la?
 
Segundo um ditado popular, “educação se traz de casa”. Ele é citado no contexto da educação não formal, mais conhecida como bons modos ou etiqueta social, como por exemplo, fechar a boca enquanto boceja, ou não falar enquanto se come. Em geral, esse tipo de orientação, realmente, é dada em casa, pelos pais ou responsáveis. 
 
O problema é que muitos deles não estão preparados para fornecer uma educação mínima. Por quê? Via de regra, falta a eles a educação formal, aquela que se aprende na escola. Não quero dizer, de forma alguma, que pessoas de baixa escolaridade não saibam educar seus filhos melhor do que pessoas mais letradas. Estou falando de um contexto mais abrangente e urbano, que identificamos facilmente na sociedade atual. 
 
Apoio a ideia de se aprender sobre educação ambiental na escola, principalmente por se tratar de um tema novo, com o qual as famílias não têm muita proximidade. Essa orientação formal poderia mudar a dinâmica do consumo nos lares. E é na mudança de hábitos de consumo que temos que atuar quando falamos de sustentabilidade e poluição do meio ambiente. 
 
É em casa que a troca de experiências deve ocorrer de forma mais intensa, prática e aplicada, para que os comportamentos possam ser modificados. Porque as famílias constituem uma minissociedade e, por que não, o um miniplaneta? Daí sim, em um contexto melhor, poderemos usar largamente aquele velho ditado.
Nos próximos posts, vamos continuar a falar da educação como agente transformador da sociedade, não apenas no quesito sustentabilidade, mas em todos os aspectos. Enquanto isso, eu sonho com o dia em que todos seremos, de fato, ambientalistas.
Autor: Djeison Batista - Publicado em: 05/08/2013 - Fonte: