A geração que sonha com o topo

Conheça a história de sete jovens que entenderam que sucesso é o resultado da soma de competência e fidelidade a Deus. E saiba qual é a relação entre fé e trabalho
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Sucesso. Você pode chegar lá ou está a caminho. Somos uma geração que encara sucesso profissional como símbolo de felicidade. E podemos sonhar com isso, mais do que nossos pais, porque somos herdeiros do desenvolvimento educacional e econômico do Brasil nas últimas duas décadas. Por isso, você já deve ter percebido (se já não faz parte desse grupo) que cresce o número de jovens adventistas que se destacam no mercado de trabalho. Apesar de não existirem estudos do governo e da denominação sobre esse fenômeno na comunidade adventista, todos os entrevistados desta matéria – jovens profissionais e especialistas – reconhecem que uma parcela da Igreja Adventista tem ascendido social e economicamente. E olha que não foi difícil achar gente bem-sucedida para ser entrevistada.

Fazemos parte da nova classe média brasileira, ou como os estudiosos têm chamado: a nova classe C. Longe de isso ser uma bênção exclusiva para o “povo de Deus”, nos últimos oito anos, 30 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres para fazer parte dessa classe social intermediária, que ganha de 1.115 a 4.807 reais. Ou seja, hoje 90 milhões de pessoas formam a classe média, metade da população nacional. Foi o que explicou o sociólogo Luís Guilherme Barrucho, autor do livro A Classe Média Brasileira: Ambições, Valores e Projetos de Sociedade (Campus/Elsevier, 2010), em entrevista à revista Veja, de 24 de fevereiro de 2010.

Segundo Barrucho, por causa da estabilidade econômica, esse segmento tem experimentado os prazeres e desgostos do crédito a longo prazo e do consumo. Descobrimos que é possível ter um carro e um apartamento logo no início da carreira. De que o mundo pode parecer menor quando se pode viajar de avião para qualquer parte do planeta. E que investir em educação e qualificação profissional é a prioridade para quem não quer deixar de ascender. Mas também nos tornamos mais individualistas, materialistas e endividados.

É exatamente neste ponto que esta matéria pretende tocar. O que é sucesso profissional? O quanto ele custa para sua saúde, família e espiritualidade? É possível ter destaque no mercado de trabalho, sendo fiel a Deus? As respostas começam a aparecer na medida em que a gente se pergunta quais são os ideais bíblicos para o trabalho e que benefícios os cristãos podem obter e oferecer por meio dele.

A caminho do topo

Jonas, Felipe, Bruno, Thiago, Camila, Gustavo e Dianne são exemplos de jovens adventistas que estão bem colocados no mercado. Na média, eles têm 30 anos. Mas as semelhanças não param por aí: trabalham em multinacionais (dois deles fora do Brasil), são bem remunerados, subiram na hierarquia da empresa em pouco tempo, odeiam rotina, são movidos pelos desafios, prezam pela ética e buscam superação e autorealização. Pelo conceito contemporâneo de sucesso, eles podem se considerar privilegiados, pois, se não chegaram ao topo, estão bem encaminhados.

Eles sobrevivem e se destacam num mercado de trabalho altamente competitivo. Para tanto, pagam o preço de uma longa jornada de trabalho e se adaptam a um ambiente que exige constante atualização, domínio do inglês, flexibilidade, espírito de equipe e, mais do que tudo, resultados. Todos são muito cobrados, ainda que seu trabalho pareça divertido, como o do Bruno Mastrocolla, que até fevereiro coordenou as redes sociais do banco Santander; ou do Felipe Ozório, que pode trabalhar de chinelo e bermuda como analista numa das maiores empresas de tecnologia do mundo: o quase onisciente Google. Mesmo em contextos menos verticalizados, que dão maior autonomia aos funcionários e se mostram mais sensíveis ao bem-estar de seus colaboradores, a máxima capitalista é a mesma: dar lucro.

Diante disso, os jovens profissionais são pressionados a optar logo por seu conceito de sucesso. “Basicamente, hoje, há duas formas de sucesso: uma, que visa o lucro, e outra, que visa a felicidade. O sucesso focado no dinheiro é aquele em que a pessoa só se sente realizada quando consegue um alto salário e passa a adquirir bens. Já o sucesso focado na felicidade visa a satisfação pela realização dos sonhos e das metas alcançadas – é o ideal de ser feliz em todos os aspectos da vida, não só no financeiro”, define o jornalista e consultor de carreiras Cristiano Stefenoni, autor do livro Profissional de Sucesso (CPB, 2006).

Essa visão mais completa e equilibrada de trabalho – que concilia profissão com saúde, família e valores pessoais, e que tem sido abraçada por muitos – é o ideal dos sete profissionais entrevistados. Na verdade, eles vão além. Para eles, trabalho tem tudo a ver com fé. O êxito deles e de outros mostra que o caminho do sucesso não pode e nem precisa ser marcado por negociação de princípios, como transgressão do sábado, desonestidade, beber socialmente e sair com o chefe. Ao contrário, eles afirmam, assim como Ellen G. White, que o sucesso é fruto da fidelidade a Deus (Fundamentos da Educação Cristã, pp. 82-83).

Eles têm razão de pensar assim. O sucesso não é mero anseio humano, é o ideal divino. Deus disse que faria o povo de Israel se tornar “cabeça” (Dt 28:13). No entanto, se fossem infiéis, teriam que se contentar em ser “cauda”. Para Stefenoni, o drama dos jovens que abandonam a fé no período da faculdade ou quando entram no mercado de trabalho, aponta para uma fragilidade espiritual anterior. Segundo ele, fidelidade não é algo que se ganha, mas que se constroí.

É o caso de Jonas Cordazzo, engenheiro mecânico, que trabalha na pesquisa e desenvolvimento de simuladores de reservatório de petróleo numa empresa no Canadá. Sua fidelidade vem desde os tempos da faculdade. Em 1993, quando estudava na Universidade do Oeste de Santa Catarina, foi ridicularizado pelo coordenador do curso, ao pedir para realizar as provas que caiam aos sábados em outros horários. Sua competência e lealdade fizeram o mesmo coordenador, anos depois, convidá-lo para lecionar na universidade.

A mesma coerência com seus princípios demonstrou a administradora Dianne Martini, que teve que esperar um ano para ser promovida na IBM, por não aceitar trabalhar aos sábados. Com o analista financeiro do grupo Odebrecht, Thiago Granjeiro, não foi diferente. Por causa do dia sagrado, ele abriu mão do conforto de trabalhar em Abu Dabhi, Emirados Arábes, para conviver com a pobreza do interior de Moçambique, na África. Se parece claro que a união de competência com fidelidade a Deus torna viável o sucesso profissional, a pergunta que fica é se o “topo” é tudo o que Deus planejou para o homem. E o que dizer dos que não almejam ou não conseguem chegar lá? Para responder essa pergunta, é preciso entender como Deus quer abençoar a humanidade com o trabalho.

Teologia do trabalho

Um pensamento popular diz que o preguiçoso quer matar quem inventou o trabalho. Só lamento para ele, porque terá que se entender com o Todo-Poderoso. Ao contrário de muitas culturas da Antiguidade, que conferiam aos deuses a vida mansa e aos escravos, o trabalho braçal, Deus se revela na Bíblia como Aquele que trabalha (Sl 104:13,14) e dá trabalho para a humanidade. Como escreveu o teólogo adventista, Samuelle Bacchiocchi, “trabalhar é imitar a Deus, como um grande discípulo imita seu mestre” (A Biblical View of Work, p.18). Nesse sentido, Jesus não deu exemplo menos convincente (Jo 5:17), “por preceito e exemplo Cristo dignificou o trabalho útil. Desde Seus mais tenros anos, viveu uma vida de serviço” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 276). Portanto, a origem do trabalho e o modelo de trabalhador se encontram em Deus.

O propósito do trabalho também. Preencher a rotina do homem com uma tarefa útil remonta ao tempo em que não havia pecado (Gn 2:15). Ao invés de ser algo cansativo, entediante ou um instrumento de exploração, Deus sempre desejou que o trabalho fosse uma bênção, que desse sentido para a vida. Os aspectos negativos relacionados ao trabalho acompanharão nossa rotina apenas enquanto durar as consequências do pecado. No Éden, Adão trabalhou, e na Terra restaurada, os salvos continuarão a trabalhar, não “em vão”, porque aproveitarão ao máximo essa atividade (Is 65:21-23). Quem espera um paraíso sem trabalho vai se decepcionar, pois Deus trabalha e os anjos também.

O plano de Deus é abençoar a humanidade em dose dupla por meio do trabalho. Para quem é comprometido com ele, o trabalho representa um dos melhores recursos para se desenvolver o caráter. Essa função fica mais clara ainda num mundo marcado pelo mal. “O trabalho árduo é um tônico para a humanidade. Torna o fraco vigoroso, rico o pobre, feliz o desgraçado” (Conselhos para Pais, Professores e Estudantes, p. 278). No mesmo livro, na página 275, Ellen G. White completa que o trabalho é uma das melhores vacinas contra o mal, previne o vício, o crime e a pobreza.

“Todo trabalho exercido com dedicação, honestidade e carinho, além de ser gratificante, é muito importante para o desenvolvimento pessoal e do ambiente social em que se está inserido”, argumenta o clínico geral e especialista em medicina do trabalho, Elias Morsch. Ele é presidente da Federação dos Empresários e Empreendedores Adventistas (FE).

Ao usar o trabalho no processo de restauração do nosso caráter, Deus também oferece ao homem a oportunidade de ser Seu colaborador. O texto de Gênesis 2:5 diz que Deus havia criado a vegetação, mas a mesma não havia brotado em toda sua variedade, porque Ele não havia mandado chuva e não havia criado o homem para lavrar a terra. Porém, o verso 15 diz que Ele colocou Adão para cuidar do solo. Logo, no trabalho, há um papel para Deus e outro para o homem. Podemos cooperar com Ele para a manutenção da vida na Terra, por meio de nossa força e criatividade. Ellen G. White descreve essa sinergia impressionante que orquestra o Universo como a lei do serviço (O Desejado de Todas as Nações, p.20). Para que o ecossistema funcione com perfeição é preciso que todos sirvam, trabalhem em prol do coletivo, especialmente o homem. Nosso trabalho não tem apenas utilidade pessoal, tem responsabilidade moral.

Quando se percebe que há uma íntima relação entre trabalho e fé, fica claro que é falsa a dicotomia que tenta separar o secular do sagrado. O Deus que é adorado na igreja no sábado é o mesmo para quem se trabalha no escritório na segunda-feira. Em última instância, não trabalhamos para a inciativa privada, pública ou para nós mesmos, mas para o dono da Terra e de tudo o que nela há (Sl 24:1).

Esse princípio também coloca em pé de igualdade o trabalho feito nas oficinas e o do pastor que prega no púlpito. Essa foi uma bandeira levantada por Martinho Lutero, contrariando o pensamento medieval de que a carreira de sacerdote era mais nobre do que as demais. “Para Lutero, o trabalho é um chamado direto de Deus, uma vocação. Não importa se sapateiro, padeiro ou padre, todos servem a Deus”, explica o sociólogo Thadeu Silva Filho. Cristo dedicou mais anos ao trabalho na carpintaria do que ao ministério de cura, pregação e ensino. E Paulo demonstrou valorizar o trabalho comum, dividindo seu tempo entre a fabricação de tendas e a fundação de igrejas (1Co 9:3-18; 2Ts 3:7-9).

Entre o ideal e o real

Como discurso, isso tudo pode parecer mero idealismo, distante da realidade. O pecado atrapalhou muito o plano de Deus, mas não o tornou inviável. Alguns interpretam Gênesis 3:17-19 de forma errada. A Terra foi amaldiçoada, mas o trabalho, não. Agora, ele se tornaria mais difícil, seria marcado por suor e calos, mas cumpriria sua função. Cansaço, dor, morte, exploração, discriminação, competitividade, assédio e destruição da natureza seriam alguns dos efeitos colaterais do mal sobre o trabalho.

Diante dessas circuntâncias adversas, o cristão pode ser tentado a reagir de duas maneiras inadequadas: fugir ou lutar. A primeira seria se isolar, optando por trabalhar como servidor da Igreja, para não ser “provado” no mercado secular. Essa atitude é irrazoável, pois, se todos pensassem da mesma forma, a igreja teria que oferecer milhões de empregos para atender todos seus fiéis; e é sectária, porque mostra a falta de habilidade do indivíduo em se relacionar com o mundo no qual vive. Outro caminho que o cristão deve evitar é a luta, greves e boicotes. Diante das injustiças sofridas ou testemunhadas, a solução não é a violência ou rebeldia, mas o diálogo e os mecanismos pacíficos disponíveis. Por mais desagradável que seja a atividade que exerce, o cristão deve encontrar sua realização não somente no resultado do seu trabalho, mas na satisfação do dever cumprido.

E focado nesse senso de dever, o jovem adventista pode fazer do seu ambiente de trabalho o melhor contexto para testemunhar. Para tanto, a palavra-chave é coerência, tendo em vista que ninguém consegue interpretar um papel de 8 a 12 horas por dia, ao longo de 35 anos de carreira. Comprometimento seria a primeira postura. “Há muita gente que acha que só pelo fato de ser adventista, o Senhor o colocará como cabeça em qualquer situação, inclusive, na vida profissional. Com isso, a pessoa relaxa na dedicação e no esforço e se torna orgulhosa e preguiçosa”, alerta Stefenoni.

“Ética, honestidade e retidão são diferenciais em qualquer ambiente, mas não são valores exclusivos dos cristãos ou adventistas”, acrescenta Felipe Ozório, que garante sempre ter deixado claro nas entrevistas de emprego que não poderia trabalhar aos sábados. Ele também afirma que tem mostrado empenho dobrado a fim de que seus superiores não pensem que ele usa sua crença para fazer “corpo mole”. Ele conta que seu testemunho é indireto, através de sua postura, ao se abster de álcool e cigarro. Essas atitudes saudáveis despertam o interesse dos colegas de trabalho e acabam gerando oportunidades de testemunho.

“É muito interessante ser consultado para assuntos religiosos. As pessoas reconhecem na fé adventista uma coerência e razão que não encontram em outras e assim nos tornamos conselheiros espirituais”, relata Gustavo Kaneblai, engenheiro de software de uma multinacional de telecomunicações. Ele conta que alguns colegas ateus e agnósticos mostraram interesse em estudar a Bíblia por causa da coerência da mensagem adventista.

No caso dos que assumem funções de liderança, a responsabilidade de dominar as emoções é maior. Camila Capel, que trabalha num dos maiores bancos de investimento do mundo, diz :“Procuro tratar dos negócios da empresa como se fossem meus. Procuro resolver os problemas dos meus clientes como se fossem meus problemas e genuinamente me preocupar com os outros.” Apesar de ter uma jornada marcada por muitas horas de trabalho e viagens, ela não deixa de levantar cedo para buscar a Deus através da comunhão pessoal.

O que os entrevistados admitem é que aos poucos o respeito dos colegas é conquistado. Dianne conta que as happy-hours sempre são marcadas às quinta-feiras em lugares em que se serve suco, em consideração a ela. Dianne já levou alguns amigos para assistir à programas especiais da igreja e vai começar a estudar a Bíblia com uma colega de trabalho. Além disso, costuma receber pedidos de oração dos amigos que se dizem céticos.

Possibilidades e desafios

Mas as crenças e o estilo de vida adventistas não representam apenas desafios para quem luta para se dar bem no mercado de trabalho. Significam também vantagens competitivas. Para começar, hábitos alimentares saudáveis, abstinência de vícios e relacionamentos familiares estáveis resultam no bem-estar e equilíbrio do profissional, algo tão raro hoje.

Além disso, habilidades que são naturalmente desenvolvidas no ambiente da igreja, acabam servindo de diferencial para quem recebeu uma educação cristã. Para Jonas, a vantagem foi ter aprendido a respeitar a hierarquia; no caso de Bruno, foi a habilidade de se relacionar e a facilidade de falar em público. Essas foram as mesmas aptidões adquiridas por Camila no Clube de Desbravadores e no coral da igreja.

No entanto, no trajeto para o sucesso ou na manutenção do mesmo, os jovens profissionais precisam ter cautela com duas coisas: excesso de trabalho e materialismo. Para o sociólogo da religião, Haller Schünemann, o discurso de que a geração atual tem mais condições de se autorealizar no trabalho é ideologicamente fabricado. Para ele, autonomia, reconhecimento e bons salários são privilégios não disponíveis para a maior parte da população.

 

“Seria aceitável afirmar que faxineiras, entregadores de pizzas, balconistas e funcionários de telemarketing trabalham para uma autorrealização?”, questiona. “Assim, o sucesso profissional me parece um estímulo para que as pessoas, em nome do trabalho, comecem uma busca insana pela suposta produtividade. Comportamento no qual as vantagens para o sujeito não me parecem muito claras, principalmente quando ele precisa sacrificar a família, a saúde e os valores religiosos”, analisa.

O sociólogo Thadeu Silva Filho também critica o espírito egoísta do conceito popular de sucesso: “Nos países pobres, a maioria das pessoas associa trabalho à libertação do corpo (trabalhar para superar os imperativos corporais). Raros são os casos em que a associação é entre trabalho e libertação da ‘alma’, em que trabalho é associado a servir.” Os jovens profissionais também enxergam esses perigos. “Sinto minha geração (e nisto me incluo) menos sensível ao toque do Espirito Santo, menos apta a se sacrificar pelo próximo, mais individualista e menos conhecedora das nossas doutrinas”, confessa Dianne, que é filha do professor do curso de Teologia do Unasp, pastor Amin Rodor.

Para Felipe, em muitos casos, a ascensão social pode levar os jovens adventistas à indiferença religiosa. “Isso é extremamente perigoso e tem sido objeto das minhas orações para que Deus me ajude a não cair nesse engano”, avalia. Como diz a Bíblia, a prosperidade tende a trazer o esquecimento de Deus (Dt 6:10-12). Felizmente não foi o que aconteceu com Bruno Mastrocolla. Apesar de estar no momento mais promissor de sua carreira, como coordenador das redes sociais do Santander, em São Paulo, Bruno decidiu abrir mão do status e do alto salário para trabalhar como diretor da agência de publicidade Zoom, no Unasp, e lecionar na mesma instituição. Ele acredita ter ouvido a voz de Deus dizendo: “Você desenha uma estratégia e um plano para inserir uma marca financeira na mente das pessoas, mas o que tem feito para inserir a minha marca?"

Desde março, ele e sua família estão morando na pequena cidade de Engenheiro Coelho, interior paulista. Além de atuar numa área em que poderá pregar o evangelho diretamente, Bruno optou pela mudança também por priorizar sua família: com a esposa Mariana, ele pretende criar o filho Lucca num ambiente mais tranquilo e cercado pela natureza.

Foi durante seu trabalho anterior, que Bruno aprendeu quão ilusório é o status de celebridade: “Nos últimos anos, tive oportunidade de conhecer apresentadores de televisão, pilotos de Fórmula 1, jogadores de futebol, políticos do alto escalão, atores nacionais e internacionais. Por um lado, é muito interessante estar com pessoas que você sempre admirou, mas, por outro, voce se dá conta que eles não tem absolutamente nada de diferente de nós.” Lição imprescindível para uma geração de adventistas que tem tudo para ir longe, mas que não pode se esquecer de que alcançar o topo do mundo ainda é muito pouco para quem sonha chegar ao Céu.
 

Reportagem publicada na Conexão JA de abril-junho de 201, nas páginas 10 a 15.

Autor: Wendel - Publicado em: 28/04/2014 - Fonte: