Manual da solteira atiradora

Assumir o papel de mulher fácil pode estar na moda, mas não tem nada a ver com o que os homens valorizam
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Mulher fácil é lamentável. Não estou erguendo uma ode à minha avó e sua destreza em enrolar o “sim” para meu avô na década de 50. Não mesmo! É que além de fácil, a mulherada está ficando é meio burra. Caíram nesta falácia de que têm que tomar a iniciativa, ser a primeira a chamar, a primeira a descartar e a se portar como “poderosa”, e pintam o retrato da mediocridade mais desinteressante do momento.
 
Ok, garotas, uma piscadinha, o SMS aceitando o convite pra jantar, vai lá. Contudo, cadê o charme feminino? De boa, se eles os garotos gostassem mesmo de ser prensados iam passear todo dia no metrô na hora do rush! A menina se joga, se oferece, faz caras e bocas, levanta o vestido, exagera na maquiagem e só falta abanar o rabinho quando o garoto joga o osso. Meninas, jovens ainda, que se desvalorizam correndo atrás do rapaz, marcando mais que a zaga da seleção. Que encosto!
 
Vou contar um segredo dos homens que descobri depois de ouvir muitos confessarem que não aguentavam mais algumas “sarnas”. Eles gostam de conquistar. Acho que tem a ver com a tal da testosterona. Eles gostam do que precisam ir atrás, de se desenvolver como conquistador, de usar as habilidades de guerreiro treinado na infância. Nada disso o coitado do homem consegue, pois a suposta atração se joga na sua frente, rastejando por atenção. Grude.
 
Aí qual a graça? Ele lhe deu uns beijos, ficou com você na festa da escola, e daí? Interesse zero, amore! Alguém que corre atrás assim de um garoto, perde tempo precioso que deveria investir em si mesma, em ser mais interessante, com algo a dizer, uma vida própria para contar. Já viu a garota que não faz nada o dia inteiro esperando o bofe ligar? Se eu já cansei só de pensar, imagine o gato?
 
Você quer conquistar um cara interessante? Seja um alvo interessante. Leia, estude, converse com muitas pessoas, conheça outros locais além do seu próprio umbigo e se valorize. Suba no salto – ou na sapatilha – com a consciência de que você vale mais que uma passada de mão despudorada. Você merece ser apresentada aos amigos, à família, ser levada em consideração e não alguém de quem as pessoas se desviam na rua ou na festa.
Autor: Fabiana Bertotti - Publicado em: 05/08/2013 - Fonte: