O mapa-múndi da intolerância religiosa

Ter uma religião diferente da crença da maioria é perigoso em 40% dos países do mundo. Saiba por que
Pew Research Center´s Forum on Religion and Public Life

Praticar uma religião ou simplesmente ter uma crença é importante para 84% da população mundial. O problema é que esse direito tão básico do ser humano tem sido cada vez mais desrespeitado. É o que mostram as últimas pesquisas do The Pew Forum of Religion and Public Life, um dos maiores institutos de pesquisa sobre religião do mundo. Em cinco anos de levantamentos, o número de países com altas restrições à religião aumentou 11%. A única boa notícia é que a maioria dos governos pesquisados têm iniciativas para reduzir a intolerância. Por acreditar que esse processo só acontecerá com informação e reflexão, preparamos para você o infográfico abaixo.
 

Panorama

Subiu de 29% (2007) para 40% (2011) o número de países que apresentam altas restrições à religião. 
76% dos países pesquisados têm iniciativas para reduzir essas proibições. 
5,1 bilhões de pessoas não têm plena liberdade de crença.
198 países e territórios foram pesquisados, o que equivale a 99,5% da população mundial. 

 

Barril de pólvora

A região que menos respeita a liberdade religiosa é a do Oriente Médio e norte da África. Lá, existe a mistura explosiva de políticas intolerantes com grupos sociais fanáticos. Prova disso é que 95% dos países da região mostram forte favoritismo por um grupo religioso e em 50% deles há violência civil por motivação religiosa.
 

Vítimas

160 países cometeram algum desrespeito contra grupos religiosos. Os adeptos das três grandes religiões monoteístas são os mais perseguidos, especialmente os cristãos
Os seguidores de Cristo são hostilizados pelo governo de 95 países e por grupos sociais de 77 nações. 
Já os muçulmanos são discriminados pelas autoridades de 74 países e pela população de 64 nações. 
Enquanto os judeus sofrem mais intolerância religiosa de grupos sociais (64 países) do que dos governos (21 nações). 
 
Destaques
Coreia do Norte: O pior lugar do mundo para ser cristão. Cerca de 200 mil seguidores de Cristo vivem ali sob perseguição do regime comunista. 
China: Apresenta alta intolerância do governo (7,5), mas moderada resistência social (2,0). Por isso, é um dos países em que o cristianismo mais cresce. A religião costuma ser praticada nos lares.
Inglaterra, França e Alemanha: Alta intolerância social (média de 5,1) e moderada restrição do governo (média de 4,1). Vale lembrar o caso da proibição do uso da burca nas escolas francesas.
Brasil: Baixa restrição do governo (1,0), moderada intolerância social (2,9). Para difundir a cultura da paz, a Associação Internacional de Liberdade Religiosa organizou um festival de liberdade religiosa que reuniu 30 mil pessoas em São Paulo, em maio. Governantes e 20 líderes de diversas religiões confirmaram seu apoio à causa. 
Paquistão: Um dos países mais intolerantes do mundo, com índice 9,0 para hostilidade social e 6,3 para restrição do governo. 
 

Restrições do governo 

65% da população mundial vivem em países com grandes intervenções do governo, como:
31% punição com prisão
27% proibição do uso de símbolos
23% restrições à conversão
 

Hostilidade social

52% da população mundial vivem em países com grande hostilidade social, como:
15% violência entre facções
36% terroristas ligados à religião
33% imposição de normas

 

Autor: Wendel - Publicado em: 02/07/2013 - Fonte: Pew Research Center’s Forum on Religion and Public Life – Rising Tide of Restrictions on Religion, September 2012, globalreligiousfutures.org e Dr. Brian J. Grim.