Globosfera

Drogas, pornografia, protestos e retrato dos jovens brasileiros
Fotolia/AG Visuell e Verdatel

 

Viciado em 2 horas

Esse foi o tempo necessário para que a cocaína injetada em camundongos afetasse o cérebro das cobaias. Rápido? Sim, e destrutivo. A pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA), publicada na revista Nature Neuroscience, indicou que a substância tóxica desenvolveu novas estruturas cerebrais (espinhas dendríticas) que são ligadas à memória, ao uso de drogas e à mudanças de comportamento. Ou seja, a simples experimentação já induziria ao “aprendizado” do vício, gravando o consumo na memória. No Brasil, mais de 6 milhões de pessoas já experimentaram cocaína ou um de seus derivados; 45% deles fizeram isso antes dos 18 anos e; 48% se tornaram dependentes. Moral da história: é mais do que arriscado experimentar a droga que mata 30% de seus usuários entre cinco e dez anos de consumo. 
Fonte: G1.com

 

Veto à pornografia

Todos os lares do Reino Unido terão o acesso a sites de pornografia bloqueados por seu provedor de internet. A decisão foi anunciada em julho pelo primeiro-ministro David Cameron, em entrevista à BBC. Os britânicos que quiserem ter acesso a esse tipo de material terão que desabilitar os filtros virtuais. Além disso, o governo do Reino Unido tornará ilegal a posse de pornografia online que simule estupros. Essa restrição já existia para conteúdo impresso. A decisão foi elogiada por grupos que combatem a violência contra a mulher. Mas o que mais merece aplausos foi a justificativa dada pelo primeiro-ministro para tomar essa decisão: “A pornografia online está corroendo a infância.” Talvez Cameron tenha baseado seu argumento numa pesquisa da Universidade de Plymouth, divulgada em outubro de 2012, também no Reino Unido. O estudo mostrou que o vício na pornografia online tem atingido crianças de 10 e 11 anos. 
Fontes: folha.com.br e tecmundo.com.br
 

Termômetro dos protestos

A diversidade de reivindicações feitas durante os protestos foi uma das marcas das manifestações de junho. Mas entre tantas bandeiras levantadas, quais delas representam mais pessoas? E quais demandas ainda continuam na boca do povo depois de alguns meses? A plataforma Causa Brasil (causabrasil.com.br) oferece essa mediação de hora em hora, desde o dia 16 de junho. O site funciona como um termômetro das menções espontâneas feitas no Facebook, Twitter, Instagram, You Tube e Google Plus. A ferramenta categoriza e agrupa esses dados em cinco eixos temáticos: direitos básicos, economia, liberdades individuais, copa no Brasil e políticos. Até o início de setembro, 1,8 milhão de menções tinham sido analisadas. 
 

Novo retrato dos jovens

Eles são mais de um quarto da população brasileira. Em sua maioria, católicos, solteiros, pardos ou negros, e estudaram até o ensino médio. São, sobretudo, otimistas quanto ao seu bairro e país. Esse é o retrato dos jovens de 15 a 29 anos traçado pela pesquisa Agenda Juventude Brasil, encomendada pelo Governo Federal para embasar e avaliar as políticas públicas para essa faixa etária. O estudo foi realizado em abril e maio com mais de 3 mil entrevistados. No campo da religião, o levantamento confirmou a diminuição dos católicos (56%) e o crescimento dos evangélicos (27%) e sem religião (15%). Um dado que merece destaque: 6 em cada 7 entrevistados disseram que participam, participaram ou desejam participar de movimentos de transformação social do Brasil. 
Fontes: ultimato.com.br e participatorio.juventude.gov.br
 

Eles gostam, têm, mas não leem

O estudo The State of the Bible 2013, encomendado pela Sociedade Bíblica Americana, indicou que apenas 26% dos norte-americanos leem regularmente (quatro vezes ou mais por semana) a Bíblia. Entre os jovens de 18 a 28 anos, 57% leem o Livro Sagrado apenas três vezes ou menos por ano. A ironia é que 88% dos entrevistados disseram possuir uma Bíblia e um terço deles acredita que o país está declinando moralmente pela falta de estudo dela. O contato superficial com a Bíblia explica um outro dado lamentável: 58% dos entrevistados disseram não estar dispostos a seguir todas as orientações das Escrituras. Como resposta a essa tendência, a Igreja Adventista tem incentivado a leitura diária de um capítulo da Bíblia. O projeto “Reavivados por Sua Palavra” tem envolvido milhões de cristãos ao redor do mundo. A iniciativa conta com um site (reavivamentoereforma.com/rpsp), vídeos e postagens com comentários sobre os textos e uma mobilização diária no Twitter com a hastag #rpsp. Participe!
Fonte: adventistreview.org
 
Autor: Wendel - Publicado em: 03/10/2013 - Fonte: