Escrito nas estrelas

A história do jovem que procurava respostas na ufologia, mas que só encontrou sentido no Criador do Universo
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Nasci em Palmeirópolis, TO, há 32 anos, num lar católico não praticante. Aos 17 anos, comecei a me interessar por ufologia. Sempre havia me questionado sobre o real sentido da vida e não aceitava a ideia da morte e nem da vida no além. Eu dava um pouco de crédito para as teorias evolucionistas, porém, só questionava o fato de essas explicações terem sido formuladas por pessoas tão limitadas como eu, que não conseguiam nem resolver os problemas do dia a dia. 
 
Por isso, sinceramente busquei respostas na ufologia. Acreditava que algum dia seria abduzido por um disco voador. Estudei alguns relatos de aparições de objetos voadores não identificados (Óvnis) e de seres extraterrestres, como os casos de Roswell, nos Estados Unidos, de outros no México e também do ET de Varginha, em Minas Gerais. Consultei livros e comprei coleções da revista UFO. Fiquei sabendo que na Universidade Mahatma Ghandi, na Índia, havia um curso superior de Ufologia. Decidi cursar Turismo a fim de chegar à Índia, faculdade que conclui na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). 
 
Eu tinha aversão ao cristianismo, mas fui obrigado a cursar uma matéria de religião na Ulbra. Na primeira aula dessa matéria, fui sorteado para fazer um trabalho sobre o livro de Êxodo. Aos 29 anos, eu teria que ler a Bíblia pela primeira vez. Na leitura, a história de Moisés me chamou a atenção por parecer absurda, principalmente porque ele demorou 40 anos para conduzir o povo até o Egito. Para mim, aquele relato soava como uma grande “viagem”. Pouco tempo depois, outro trabalho foi dado. Dessa vez, fui sorteado para falar sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Acessei o site oficial da igreja e pesquisei sobre os ministérios, organograma e doutrinas dos adventistas. Na minha cabeça, essa igreja era tão louca quanto o povo guiado por Moisés, por obedecer aos Dez Mandamentos, inclusive o sábado. 
 
Depois de apresentar o seminário, uma colega de sala me deu um folheto da Igreja Adventista, que coloquei no meio da Bíblia e levei para casa. Nessa época, de acordo com meus valores, tudo ia bem. Na empresa em que trabalhava, fora promovido pela quarta vez. Apesar de já morar com minha namorada Ana Carolina, planejava me casar. Havia decidido ler a Bíblia toda e o que aprendia compartilhava com ela. Ao chegar em casa naquela noite, minha namorada disse que sua colega de trabalho, a Eliete, que era adventista, havia dito que estava orando por nós. Impressionado, procurando uma relação entre tudo o que estava acontecendo, peguei o folheto e descobri pelo carimbo que tinha uma Igreja Adventista na rua da minha casa. Era a igreja que Eliete frequentava.
 
Agora, tudo parecia fazer sentido. Naquela mesma noite fomos à igreja e começamos a participar de um pequeno grupo e a estudar a Bíblia. Poucos dias depois, ganhei o livro O Grande Conflito e o DVD do pastor Luís Gonçalves, com o mesmo nome. “Devorei” os materiais. Os 18 programas do DVD eu assisti em uma noite. Convicto da verdade, pedi o batismo. Deixei os vícios, as festas e de morar com a Ana Carolina, que foi para a casa de uma prima. Até que, em outubro de 2007, fui batizado. 
 
Por causa da guarda do sábado, pedi demissão da empresa. Rejeitei também três propostas de emprego que folgavam aos sábados, porque queria servir a Deus em tempo integral. Assisti a um treinamento para colportores e decidi seguir esse ministério. A Ana Carolina não havia sido batizada e nosso namoro não ia bem, até que terminamos o relacionamento. Fui participar da colportagem naquelas férias de verão e na volta decidi visitar meus pais numa outra cidade. No caminho para lá, recebi uma mensagem no celular.
 
Era a Ana me dizendo que havia decidido participar da colportagem em Umuarama, PR, cidade em que ela foi batizada em abril de 2008. Era a resposta que eu precisava quanto ao futuro do nosso namoro. Eu a pedi em casamento pela webcam, sonho que realizamos em novembro do mesmo ano. Há um ano sou assistente de colportagem, minha esposa trabalha na loja de literatura denominacional na sede da Igreja Adventista em Palmas, TO. Quero ser um pastor e vou prestar o vestibular este ano. Hoje, sei qual é o real sentido da minha existência nesse planeta (Relato de Wilson Aleixo dos Santos publicado na Conexão JA de julho-setembro de 2010).  

 

Autor: admin - Publicado em: 07/01/2014 - Fonte: