Perguntas

Serviço militar, liberdade, a história do átomo e carnaval
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Guerra

Texto Alex Machado
 
“Matei 255 pessoas no Iraque” – afirmou orgulhosamente Chris Kyle, o atirador mais famoso do exército americano. Ele não se arrepende do que fez, porque acredita que Deus lhe deu essa missão. No seu livro American Sniper (Atirador Americano), Kyle chega a dizer que “Deus soprou” uma bala que matou um homem que estava a 2.100 metros dele. A obra polêmica trouxe à tona uma velha questão: o cristão deveria combater em guerras e participar de outras atividades típicas do serviço militar? Para que você tenha uma boa resposta, separamos três posições sobre o assunto.
Não
Para alguns religiosos, o serviço militar é totalmente incompatível com os ensinamentos do cristianismo, porque representa os interesses do governo dos homens e não do reino de Deus. Assim, além de não prestarem o Serviço Militar Obrigatório, também procuram evitar o Serviço Cívico Alternativo Obrigatório, o temido alistamento aos 18 anos. Esse grupo, as Testemunhas de Jeová, também se recusa a jurar à bandeira e a portar armas. 
Sim
Há os que consideram uma honra servir nas forças armadas. Afirmam que o cristão deve ser submisso às leis de seu país. Segundo eles, em caso de convocação para a guerra, os cristãos devem participar com o desejo de fazer o bem. Devem ir com o coração cheio de amor pelos adversários. Assim, se precisarem derramar o sangue de outros, isso não será considerado pecado. Essa é a posição da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os Mórmons.
Depende
Há cristãos que reconhecem a necessidade de se pagar tributos e respeitar o poder civil, como prescreve o Novo Testamento, mas evitam toda participação em ações de guerra e derramamento de sangue. Esse grupo, conhecido como não combatentes, não se opõe ao Serviço Militar Obrigatório e, em caso de convocação para a guerra, recomenda a prestação de serviços alternativos, como, por exemplo, atividades de primeiros socorros. Assim pensam os adventistas do sétimo dia. 
 
Fontes: Anuário das Testemunhas de Jeová (Sociedade Torre de Vigia, 1991); revista Despertai! (6/5/1975 e 8/7/1971); revista Adventist World, março de 2008; sites das Testemunhas de Jeová (jw.org/pt), dos Mórmons (alaum.net) e dos adventistas (biblicalresearch.gc.adventist.org). 

 

 

Limites, quem precisa deles?

Texto Eduardo Rueda 
 
Linda. Provocante. Dona de um corpo quase perfeito. Ninguém teve maior intimidade com as câmeras do que ela. As objetivas pareciam sugá-la, transformando-a num ícone feminino que exalava sensualidade. Expunha-se sem constrangimento e adorava ser vista nua.   
                                                           
A maior estrela produzida por Hollywood, Marilyn Monroe, era dona não só de um belo corpo, mas também de uma triste história. Por trás da bela atriz, havia uma mulher solitária e esquizofrênica. Marilyn tinha obsessão por espelhos. Era vista muitas vezes parada, horas a fio, diante da própria imagem, idolatrando-a.
 
Uma atriz em pânico, que vomitava antes de cada tomada de cena e tinha convulsões quando precisava interpretar uma fala. Com uma vida desregrada e frustrada em seus casamentos, Marilyn não tinha limites para suas aventuras sexuais. Vivia à custa de barbitúricos, anfetaminas, tomava injeções de Nembutal três ou quatro vezes por dia e tinha pilhas de remédios antidepressivos e estimulantes. Usou drogas de todos os tipos e quilates até sua morte, precoce, aos 36 anos – por overdose. Ninguém no cinema foi mais insegura, solitária, desesperada e infeliz que Marilyn Monroe: uma prisioneira de si mesma.
 
“Ser livre é fazer o que eu quero, não ter limites.” Esse é o conceito de liberdade mais comum hoje. O exemplo de Marilyn mostra que “fazer o que eu quero” nem sempre implica ser livre. Uma vida sem princípios morais pode, no fim das contas, ser um grande prejuízo – uma existência vazia.
 
Estudos mostram que os limites fazem parte da formação do ser humano. A ausência deles pode levar à histeria, ataques de raiva, distúrbios de conduta, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, baixa produtividade, problemas psiquiátricos, etc. 
 
Por outro lado, quem aprende a viver com os limites tem mais chances de afirmar a autoestima e a autonomia, ser equilibrado e bem-sucedido. Por isso, a Bíblia é, ao mesmo tempo, o livro dos limites (Êx 20:3-17) e da liberdade (Jo 8:32; Lc 4:182Co 3:17Gl 5:1Tg 2:12). Os “nãos” de Deus são sempre para o nosso bem.
 
Fontes: Marilyn últimas sessões, de Michael Schneider (Alfaguara, 2006); “Minha pele, meu vestido”, resenha de Ignacio de Loyola Brandão; “A importância do senso de limites para o desenvolvimento da criança”, de Daisy A. Almasan e Alex L. T. Álvaro (Revista Científica Eletrônica de Psicologia, nov. 2006)
 

Curiosa

A história do átomo

Texto Eduardo Rueda

 

Bola de bilhar, pudim de passas e Sistema Solar. Esses são os “apelidos” mais conhecidos para os modelos atômicos elaborados até hoje. Começando na Grécia Antiga, até as descobertas mais recentes, o átomo foi imaginado de maneira diferente pelos gênios da Física e da Química. Veja a seguir um resumo dessa história.

 

Leucipo e Demócrito (5º século a.C.) 

Partícula indivisível

John Dalton (1766-1844) 

Maciço, indivisível e indestrutível 

Joseph Thomson (1856-1940) 

É divisível! Descobrem-se os elétrons (carga negativa).

Ernest Rutherford (1871-1937) 

Sua maior parte é espaço vazio; núcleo positivo, com elétrons ao redor. 

Niels Bohr (1885-1962) 

Elétrons organizados em níveis de energia (órbitas ou camadas).

James Chadwick (1891-1974) 

A existência dos nêutrons (carga neutra) é comprovada.

 

Hoje, existem dezenas de estudos voltados à descoberta de novas partículas. Entre eles está o famoso Bóson de Higgs que, entre outras coisas, torna possível a transformação de energia em matéria.

 
Fonte: Breidi Albach, professor e mestrando em Química; Física conceitual, de Paul G. Hewitt (Bookman, 2002); e site www.fisicaequimica.net.

 

Do carnaval a Pascal

Texto Eduardo Rueda
 
Carnaval
Não se sabe ao certo a origem dele. Tudo indica que suas raízes estão na Antiguidade, em festas celebradas aos deuses, associadas a fenômenos astronômicos e aos ciclos da natureza. Com os gregos e romanos, essas festas se tornaram mais sofisticadas, mas sempre regadas a bebida e sexo. Com o passar do tempo, o carnaval foi adotado pela Igreja (Católica), passando a ter uma “cara” mais religiosa. Mas, no Concílio de Trento (1545-1563), ele voltou a ser uma festa popular. No século 18, o carnaval chegou ao Brasil, trazido pelos europeus. Hoje, de acordo com o Guinness Book, o maior carnaval do mundo é o do...
 
Rio de Janeiro
É a segunda maior metrópole do Brasil. É a cidade brasileira mais conhecida no exterior, a maior rota de turismo internacional e o principal destino turístico da América Latina e do Hemisfério Sul. Os 1,7 milhões de turistas estrageiros que visitam o Rio anualmente são atraídos pelas praias de Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, o Estádio do Maracanã, a Biblioteca Nacional, o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado e o...
 
Cristo Redentor
Inaugurado em 12 de agosto de 1931, ele tem 38 metros de altura, 1.145 toneladas e está a 710 metros acima do nível do mar, no Parque Nacional da Tijuca. A estátua foi desenhada pelo artista plástico Carlos Oswald e projetada pelo arquiteto francês Paul Landowsky. Ambos se inspiraram em Jesus Cristo que, na Bíblia (1Co 5:7), é chamado também de Cordeiro...
 
Pascal
É um adjetivo referente à Páscoa ou próprio dela, data em que se celebra a morte e ressurreição de Cristo. Também é o sobrenome de um dos mais brilhantes cientistas de todos os tempos. O francês Blaise Pascal, com apenas 11 anos, reconstituiu as provas da geometria euclidiana até a Proposição 32; aos 12, compôs sozinho um tratado sobre os sons e, aos 16, outro sobre as divisões cônicas. Foi o inventor da máquina calculadora e demonstrou a existência do vácuo. Pascal acreditava em Cristo, o Redentor, – embora não morasse no Rio – e não pulava carnaval.

 

Autor: Eduardo Rueda - Publicado em: 01/01/2013 - Fonte: