Perguntas

Genocídio, teoria da relatividade, ecumenismo e pau-brasil
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Básica

Genocídio, na Bíblia?

Texto Eduardo Rueda
 
Muitos acusam Deus de ter promovido o genocídio (assassinato ou atentado contra grupos de pessoas) no Antigo Testamento. Os que afirmam isso se baseiam especialmente na destruição dos povos de Canaã (Dt 20:16-18). Dizem que um Deus de amor (se é que Ele existe) jamais iria ordenar a morte de milhares de seres humanos inocentes. Mas será que é mesmo assim?
 
O primeiro problema é a palavra “inocentes”. Os cananeus eram famosos por sua crueldade. Eles até mesmo queimavam bebês vivos em seus rituais (Lv 20:1-5; 2Rs 23:10; 16:3). A imoralidade e a violência dos povos de Canaã era algo absurdo. Ao destruir os cananeus, Deus, na verdade, estava praticando um ato de justiça. 
 
Além disso, Deus nunca executa Seus juízos sem, antes, dar a oportunidade de arrependimento. No caso dos povos cananitas, Deus deu a eles pelo menos 400 anos para que se arrependessem de seus crimes (Gn 15:13, 16).

Nesse período, por meio de Abraão e seus familiares, os habitantes de Canaã tiveram ampla oportunidade de conhecer o Deus verdadeiro. Anos depois, souberam de tudo o que Ele havia feito com os egípcios e como havia protegido milagrosamente aqueles que O seguiram (Js 2:9-11). Mesmo assim, preferiram continuar em sua rebeldia, a tal ponto de não terem mais salvação. Se aquelas pessoas sobrevivessem, infec¬tariam Israel com sua depravação moral, e sua influência seria altamente nociva.
 

A maneira pela qual Deus poupou a vida de Raabe e sua família (Js 6:25), bem como a dos gibeonitas (Js 9:3, 24-26) – que eram cananeus –, mostra a disposição que Ele tem para perdoar. Certamente, caso tivessem se arrependido, Deus teria poupado também a vida dos demais habitantes de Canaã. Lembra-se do caso de Jonas em Nínive (Jn 1–4)? Todos os juízos de Deus são misturados com amor e graça.
 
Fontes: William Lane Graig (www.reasonablefaith.org/slaughter-of-the-canaanites); Norman L. Geisler, Manual de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia, Josué 6:21 (Mundo Cristão, 1999); Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, “Julgamento divino”, p. 911, 912 (CPB, 2011).
 

CURIOSA

Viagem no tempo

Texto Eduardo Rueda
 
Tente imaginar a seguinte situação: Suponhamos que a Terra seja fixa, esqueça então os meios de transporte de hoje e imagine-se num foguete viajando pelo espaço a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo (a nave espacial mais rápida da atualidade atinge a velocidade de 16 quilômetros por segundo; nosso foguete, portanto, ainda é mera hipótese). O que acontecerá? O tempo passará mais devagar para você, a bordo, do que para os outros “terráqueos”, mas você não irá perceber.
 
Sob a influência da velocidade, não só seu relógio andará mais devagar, mas também seu coração trabalhará em ritmo menor. Na verdade, seu coração continuará batendo o mesmo número de vezes que batia na Terra, mas a cada minuto passado no espaço nessa velocidade, terão corrido quatro ou cinco no velho planeta. Fantástico? Veja isto então: Pense no que acontecerá quando você voltar, imaginemos, cinco anos depois, de acordo com o seu relógio. Caso tenha um irmão gêmeo, ele terá idade suficiente para ser seu pai! 
 
Incrível! Parece mentira, mas não é. Essa experiência, conhecida como Paradoxo dos Gêmeos, foi comprovada em 1971 em uma experiência com relógios atômicos. Ela tem a ver com a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. Antigamente, acreditava-se que o tempo fosse absoluto, mas Einstein provou que ele não tem sempre o mesmo valor. Seu fluxo depende da velocidade com que um corpo se desloca. Loucura? Não, Física! 
 
Fontes: Bernhard Lesche, Teoria da Relatividade (Livraria da Física); Enciclopédia Conhecer (Abril), v. 1, p. 148; sites controversia.com.br e  hypescience.com
 

PONTO DE VISTA

Ecumenismo

Texto Alex Machado
 
Se o objetivo era polemizar, ela conseguiu. Regina Casé, no programa Esquenta!, exibido pela TV Globo no fim de março, reuniu representantes dos mais variados segmentos religiosos. Havia um padre, um rabino, uma percursionista batista, um pastor da Igreja Sara Nossa Terra e diversos adeptos da umbanda, do candomblé e de outras religiões de matriz afro. O programa suscitou diversos comentários nas redes sociais e trouxe à tona um tema bastante discutido nos últimos meses: o ecumenismo – termo que define o movimento de unificação das religiões, especialmente das igrejas cristãs. Por ser um assunto polêmico, principalmente entre os religiosos, separamos três posições.
 
Não
Em defesa daquilo que acreditam ser a pura e verdadeira fé, as Testemunhas de Jeová rejeitam qualquer envolvimento no ecumenismo. Para elas, é impossível juntar crenças religiosas diferentes, pois, quando pessoas de diferentes religiões se reúnem para orar pela paz, por exemplo, cada um busca o deus (ou deuses) no qual acredita. Eles explicam que a paz mundial não pode ser obtida pelo ajuntamento de todas as formas de fé, mas pela aceitação pública da única fé verdadeira.
 
Sim
No site do World Council of Churches (Concílio Mundial de Igrejas) é possível visualizar inúmeras igrejas que se tornaram membros desse órgão ecumênico mundial, como a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, a Igreja Metodista e a Igreja Presbiteriana Independente. A Igreja Católica também tem tomado diversas iniciativas para unir as comunidades eclesiais cristãs. Para o Papa Francisco, o discurso ecumênico é essencial em um mundo de divisões e rivalidades. 
 
Depende
A Igreja Adventista do Sétimo Dia entende que alguns dos frutos do movimento ecumênico são aceitáveis, tais como: a promoção do diálogo inter-religioso e da liberdade religiosa e a remoção de preconceitos. No entanto, eles rejeitam qualquer tentativa ecumênica que possa resultar na relativização da fé, na perda de sua identidade e no desvio de sua missão.
 
Fontes: Revista A Sentinela (1/6/2010); Declarações da Igreja (CPB, 2003); sites das Testemunhas de Jeová (wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2010410?q=ecumenismo&p=par); do Concílio Mundial de Igrejas (oikoumene.org); da Igreja Luterana (luteranos.com.br/conteudo.php?idConteudo=19165); do G1 (g1.globo.com/mundo/novo-papa-francisco/noticia/2013/03/papa-francisco-promete-seguir-dialogando-com-outras-religioes.html); e da Acta Científica (unasp-ec.com/revistas/index.php/actacientifica/article/view/12).
 

TUDO LIGADO

Do fuzil ao pau-brasil

Texto Eduardo Rueda
 
Fuzil
Bang! Bang! As armas de fogo surgiram na China. Tudo começou com a descoberta da pólvora, no século 9, e seu uso para fins militares. No século 14, foram feitos os primeiros canhões de bronze. Duzentos anos depois, apareceu o mosquete, ancestral do fuzil – lento e com péssima pontaria. No século seguinte, com o fuzil de pederneira, a pontaria melhorou, mas a situação ainda era precária. Só em 1884 é que foi inventada a primeira metralhadora. Nos últimos 30 anos, quase 800 mil pessoas morreram vítimas de disparo, só no Brasil, país do...
 
Futebol
Praticado atualmente por cerca de 30,4 milhões de brasileiros – incluindo profissionais e atletas de fim de semana –, o futebol é um dos esportes mais populares no mundo. No Brasil, uma partida informal e com regras livres recebe o nome de pelada, racha, rachão ou baba, dependendo da região. O primeiro jogo de futebol no país, aconteceu em São Paulo, na região do atual Parque...
 
Dom Pedro II
Também chamado de o Magnânimo, foi o filho mais novo do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Maria Leopoldina. Seu pai é lembrado até hoje pelo famoso grito de “independência ou morte!”, em 7 de setembro de 1822, que rompeu os laços com o Império Português, explorador do...
 
Pau-brasil
Sua presença era abundante até o século 16. Mas, com a chegada dos portugueses, teve início a extração predatória da árvore. A madeira era vendida para o mercado europeu e transformada em móveis, e seu extrato era usado na produção de corante vermelho. A exploração do pau-brasil foi feita às custas dos indígenas, que não tinham fuzil, não jogavam futebol e até hoje lutam pela independência.

 

Autor: Eduardo Rueda - Publicado em: 02/07/2013 - Fonte: