Perguntas

Enem, Natal, identidade de Cristo e origem da vida
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Ponto de vista

Evolução ou criação?

Texto Samuel Shiguemoto

O debate é antigo e, em geral, a teoria evolucionista é adotada no meio acadêmico para explicar a origem das espécies. Mas o que dizem as religiões sobre a evolução? As opiniões variam, mesmo dentro de cada denominação, e nem todos os grupos religiosos se posicionam de forma oficial.     

Sim

Há religiões que aceitam o darwinismo sem problema. O budismo é uma delas. A mentalidade oriental dos budistas parece não dar muita importância ao início das coisas. Eles não têm uma divindade criadora e veem na sua doutrina do renascimento uma forma de evolução.

Não

Os hindus, de modo geral, rejeitam o evolucionismo, pois para eles tudo foi criado por Brahma, uma de suas principais divindades. Os islâmicos também negam a teoria de Darwin. Segundo Harum Yahya, autor criacionista islâmico, Alá (Deus) é o Criador de todos os seres vivos e não há espaço para a evolução.
Dentro do cristianismo, os mórmons e os batistas tradicionais, por exemplo, defendem a literalidade do Gênesis e também não aceitam a evolução.

Depende

Algumas religiões e denominações apelam para o evolucionismo teísta. Essa vertente não nega – como os evolucionistas ateus – que Deus, ou uma divindade, tenha criado todas as coisas. Ela afirma que o Ser supremo criou as primeiras formas de vida, e a evolução se encarregou do resto. Isso é aceito, por exemplo, pelos espíritas, judeus, católicos, metodistas, por alguns hindus e pelos que seguem o siquismo (uma mistura de islamismo com hinduísmo).

Para os adventistas do sétimo dia, a questão é outra. A evolução é macro ou micro? Macroevolução – defendida pelos darwinistas – é o surgimento de uma nova espécie a partir de outra. Já a microevolução é o que observamos ainda hoje na natureza: a especiação ou adaptação. A Igreja Adventista acredita que o relato de Gênesis é literal e entende que Deus criou as espécies primitivas, e estas se adaptaram às condições ambientais ao longo do tempo.

Fontes: Allan Kardec, O Livro dos Espíritos (FEB, 2004); Enciclopédia Judaica; L'Osservatore Romano, 1º fev. 2009; Bruce R. McConkie, Doutrina Mórmon; sites <harunyahya.com>; <doutrinacatolica.com.br>; <jw.org>; <batistastradicionais.blogspot.com.br>; <metodista.org.br>; <realsikhism.com>; <harekrishnatemple.com>; <thebuddhistblog.blogspot.com.br>; <criacionismo.com.br>; e <adventist.org>

 

Básica

Quem é Jesus?

Texto Eduardo Rueda

Sem dúvida, Jesus Cristo é um dos personagens mais influentes da História – para não dizer o mais influente. Há um número incontável de livros escritos a Seu respeito, e Seus ensinamentos continuam a moldar a vida e o modo de pensar de milhares de pessoas. Mas quem, de fato, é Jesus? Que certeza podemos ter de que Ele realmente existiu e era o que afirmava ser?

A História confirma a existência de Jesus. Documentos bem preservados escritos no primeiro século fazem referência a Cristo. Historiadores e políticos romanos, como Suetônio, Tácito, Trajano e Plínio, citam Jesus pelo nome. E fontes judaicas, como o Talmude e o historiador Flávio Josefo também O mencionam. Nos tempos antigos, nem os inimigos do cristianismo duvidavam da historicidade de Jesus. É difícil entender como os discípulos, com tão pouca instrução, teriam sido capazes de inventar um personagem tão fascinante. Além disso, que vantagem teriam em criar uma figura tão impopular e se tornarem mártires por Ele, mesmo tendo a chance de negá-Lo e escapar da morte?

De acordo com as Sagradas Escrituras (na edição de abril, vimos evidências da confiabilidade da Bíblia), Jesus Cristo é Deus (Jo 1:1; 20:28; Tt 2:13). Ele é apresentado como tendo os mesmos atributos do Pai – é todo-poderoso (Mt 28:18; Jo 11:25, 43, 44), sabe de tudo (Jo 1:47-50; 4:29; 13:19), está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Mt 18:20; 28:20; Jo 14:20-23), tem vida em Si mesmo e é eterno (Jo 5:26; 8:58; Êx 3:14; Mq 5:2; Hb 13:8). Ele exerce os poderes de Deus (Gn 1:1; Jo 1:3; Mc 2:5, 7; Jo 5:21, 26, 27), carrega nomes e títulos divinos (Is 9:6; 7:14; Mt 1:22, 23; Is 44:6; Ap 22:13) e foi adorado como Deus (Mt 8:2; 9:18; 14:33; Jo 9:38). Ele mesmo Se identificou como divino (Jo 14:9; 10:30, 33), o que não deixa a alternativa de achar que Ele foi apenas um sábio, um rabino ou simplesmente um “grande homem”, como muitos dizem.

Mas, ao mesmo tempo em que evidencia a natureza divina de Cristo, a Bíblia declara também Sua humanidade. Ele nasceu e cresceu como um ser humano (Jo 1:14; 1Tm 2:5; Lc 2:52). Sentiu fome, sede, frio, cansaço e tristeza. Ele também chorou, sofreu e morreu. Segundo o livro sagrado, a vida perfeita, a morte expiatória e a ressurreição de Jesus – da qual também existem evidências bastante plausíveis – colocam ao alcance dos seres humanos a oportunidade de se reconciliarem com seu Criador (Hb 4:15; Is 53:4, 5; Rm 4:25; 5:1).   

Fontes: Steven Skiena e Charles B. Ward, Who’s Bigger – Where Historical Figures Really Rank (Cambridge, 2013); Adolfo Semo Suárez, Marcos De Benedicto e Rodrigo P. Silva, material didático de Ensino Religioso para Ensino Médio (CPB); Got Questions, “Jesus realmente existiu?”; Watchtower Online Library, “Jesus Christ – evidence that He walked the Earth”

 

Curiosa

Origem do Natal

Texto Fernando Dias

“Hohoho!” De barba comprida e com roupas vermelhas, o “bom velhinho” – fissurado em chaminés – é um dos símbolos mais famosos do Natal. Mas, de acordo com a História, o surgimento dessa festa não tem nada a ver com o Papai Noel.

Até onde se sabe, Irineu (130-202 d.C.), bispo de Lyon, na França, foi o primeiro a relacionar a data de 25 de dezembro com o nascimento de Cristo. Na época, ligava-se a concepção e o nascimento de Jesus e de João Batista ao início das estações, que no calendário juliano ocorria em 25 de março, 24 de junho, 24 de setembro e 25 de dezembro.

Um contemporâneo de Irineu, Clemente de Alexandria, dizia que Cristo havia nascido em 20 de maio. Segundo um livro em latim do ano 243, a data seria 21 de março, dia em que Deus teria criado o Sol. Já para o físico Colin J. Humphreys, que calculou eventos astronômicos e históricos, o nascimento de Cristo teria ocorrido entre 9 de março e 4 de abril. A Bíblia relata que, na noite em que Jesus nasceu, os pastores estavam com suas ovelhas ao ar livre (Lc 2:8), o que torna bastante improvável que isso tenha ocorrido em dezembro, época de inverno rigoroso no hemisfério norte.

Relacionar a pessoa de Cristo com o “Sol da justiça” (Ml 4:2) e a “luz do mundo” (Jo 8:12) fez com que fosse escolhida para o Natal a data de 25 de dezembro – dia em que as noites de inverno começavam a ficar mais curtas e se comemorava a festa pagã do “Nascimento do Sol Invencível”. Mas foi somente no quarto século que os cristãos ocidentais passaram a comemorar o Natal nessa ocasião. Os orientais celebravam em 6 de janeiro, costume seguido até hoje por algumas igrejas.

A maioria dos cristãos não vê problema em celebrar o Natal, apesar de sua origem pagã, uma vez que a data assumiu um novo significado. No entanto, mais importante que saber o dia exato em que Jesus nasceu é ter um relacionamento real com Ele.

Fontes: Elesha Coffman, "Why December 25?", em  Christianity Today (8 de dezembro de 2000); C.P.E. Nothaft, “The Origins of the Christmas Date: Some Recent Trends in Historical Research”, em Church History, dezembro de 2012, p. 903-911; Colin J. Humphreys, "The Star of Bethlehem, a Comet in 5 BC and the Date of Christ’s Birth", em Tyndale Bulletin, 1º de maio de 1992, p. 31-56; Nova Enciclopédia Barsa, “Natal”.

 

Tudo ligado

Do neném ao Enem

Texto Eduardo Rueda

Neném

Especialistas em chorar, babar e fazer cocô, os bebês sabem também encantar os adultos com sua “fofura”. Essas miniaturas de seres humanos entram no mundo após cerca de nove meses de enjoos, alterações corporais, peso extra e dores por parte da mãe. Entre as várias habilidades dessas criaturinhas encantadoras está a de rir – em média, 300 vezes por dia –, sugar o leite materno e fazer os pais gastarem bastante...

Dinheiro

Ele não nasce em árvore nem traz felicidade, mas gastamos boa parte da vida atrás dele. Antes de as primeiras moedas surgirem, no sétimo século a.C, o dinheiro passou por várias etapas. Para comprar e vender, as pessoas trocavam bois, sacos de sal, objetos de metal e outras mercadorias. Com o passar do tempo, surgiram as cédulas e os talões de cheque, e, atualmente, os cartões de crédito são aceitos em quase todos os lugares, até para comprar...

Pão

Integral, francês, de fôrma, de queijo, de mel... De vários tipos e sabores, ele é o alimento mais popular – e um dos mais antigos – do mundo, sendo consumido em quase todas as culturas. Apesar de ser considerado o inimigo número um de quem faz dieta, o pão é uma excelente fonte de carboidrato e também de fibras, vitaminas e minerais, se for integral. Na História, o aumento do preço do pão foi um dos fatores que desencadearam a Revolução Francesa – acontecimento importante que pode cair no vestibular e na prova do...  

Enem

Utilizado para avaliar a qualidade do Ensino Médio no Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado em 1998 e, desde 2009, em seu novo formato, tem sido aceito por muitas universidades como meio de ingressar na faculdade, em substituição ao famoso vestibular. Além disso, o Enem é também requisito para quem deseja concorrer a uma bolsa do ProUni, iniciativa do governo federal para facilitar o acesso de alunos de baixa renda ao Ensino Superior. Se você sonha em um dia se casar, ter neném e ganhar dinheiro, o Enem é um bom começo para garantir, com sua futura profissão, o pão de cada dia.

Autor: admin - Publicado em: 05/10/2014 - Fonte: